quarta-feira, 11 de outubro de 2017

“A GENTE PRECISA DE UM SUPER-HOMEM, QUE FAÇA MUDANÇAS IMEDIATAS”
Edson Gomes
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Estamos em outubro de 2017. Um ano antes das eleições de 2018, e já se sente um clima diferente no ar, como se fosse uma mudança de estação. Trata-se dos primeiros ensaios das prévias das campanhas políticas do ano que vem.

De um lado, a mentalidade progressista nascida do ateísmo marxista e praticada nas revoluções contra o capitalismo e a propriedade privada. Segundo essa ideologia, tanto no pensamento do próprio Karl Marx e seu parceiro Engels como nos teóricos afins pós-Marx, a instituição familiar, a religião e a moral são problemas a serem combatidos.

Do outro lado, a mentalidade contraideológica conservadora, cuja base se alicerça principalmente no cristianismo. Deste lado, preza-se pela valorização da família e da moral. É deste choque ideológico que surge antecipadamente o debate que deve permear a próxima campanha política presidencial.

De dois pontos percentuais nas primeiras pesquisas a segundo colocado em intenções de voto para presidente da república, o deputado Jair Messias Bolsonaro, tem inspirado grandes debates na web. É que, com o andamento da operação Lava Jato, o número de políticos isentos ficou bastante reduzido e, dentre estes, nem todos prefiguram como aspirantes ao cargo maior do Executivo Federal.

Assim, mesmo que muita gente entorte a cara para o deputado, por causa de seu discurso inflamado de revolta, e por causa de suas posições radicais, principalmente em termos de segurança pública, não tem restado muita opção para os brasileiros conservadores nos tempos sombrios em que vivemos.

Devemos lembrar que, há pelo menos duas campanhas, o tema aborto esteve profundamente inserido nos debates políticos. No ano de 2015 tivemos, além do referido tema, a questão LGBT e Legalização do uso da maconha. Neste momento, o tema em destaque é a pedofilia e os limites da expressão artística. Se considerarmos que as investidas dos progressistas são justamente para fazer valer o que teorizaram seus filósofos, perceberemos que os recentes acontecimentos não são em vão. Têm cunho ideológico e proposital.

Há de se questionar, mas esses temas não são secundários ao que deve nortear a escolha de um presidente da República? Não se deve escolher um candidato pela sua competência e projeto etc.? É bem verdade, mas quando pontuei acima que a mentalidade conservadora é contraideológica é porque, na verdade, os conservadores quase sempre estão na defensiva e os progressistas sempre no ataque. Embora esse duelo tenha ficado mais equilibrado nos últimos tempos, quase sempre segue essa dinâmica. Muitas vezes a posição conservadora preza exatamente por isso: conservar àquilo que os progressistas pretendem destruir. Por isso a opção política vai muito além da análise da formação e aptidão intelectual do candidato, pois, a ideologia deste pode ser determinante no caminho a que conduzirá o país. Só para exemplificar, a gestão da ex-presidente Dilma levou o Brasil para uma condição de crise e inflação justamente por causa de suas concepções ideológicas.

Sobre Bolsonaro, subestimavam-se suas pretensões a líder máximo do Executivo federal. Mas, agora que é uma possibilidade real, já não tem que enfrentar só a revista Carta Capital. Veja, Exame, IstoÉ e Rede Globo partiram para a guerra midiática, mesmo sabendo que não convencem mais ninguém. No mínimo, suas campanhas surtem o efeito contrário.

Não bastasse a mídia tendenciosa, instituições e marcas também entraram na disputa ideológica. A pauta é: sob o pretexto de “arte” abrir portas para a introdução da ideologia de gênero no Brasil, consequentemente a pedofilia, zoofilia e todos os filias possíveis. O conceito de liberdade também é usado, indevidamente, para que tudo seja permitido, e derrubar qualquer tipo de “moralismo” e “puritanismo”.

Na outra frente de batalha a ordem é destruir a imagem do possível candidato, vasculhando e noticiando tudo que o possa torná-lo desprezível diante da opinião pública. Bem, mesmo que consigam, resta ainda um problema a resolver: apresentar uma alternativa que esteja fora da Lava Jato e igualmente comprometida com a pauta de manutenção da ordem e da moral e contrária a qualquer tipo de ideologia maquiavélica que lembre Cuba ou Venezuela, o Brasil da era Dilma ou qualquer espécie de anarquia.


Se Bolsonaro se concretizar, não precisa neurose. Ele também vai passar. Se agir mal, também será reprovado. Se o capitalismo quiser ir além das fronteiras do aceitável, também será combatido. Essa é a verdadeira liberdade daqueles que não estão amarrados a partido ou concepção ideológica acima de tudo e de todos. 

Alvaro Helton
11/10/2017

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