domingo, 25 de junho de 2017

SÃO JOÃO EM MARACAJAÚ 2017

Fonte da imagem: Blog do Iran Costa

Ah, o São João! Dizia eu numa postagem antiga que deveriam ser um tempo de alegria as festas dos padroeiros. Mas também é tempo de resenha, de briga, de picuinhas e, claro, de política! Ou melhor, de politicagem, como sempre.

Para início de conversa, há de se registrar que a comunidade religiosa de Maracajaú se encontra sob nova direção. Uma jovem tímida -  da qual reservarei o nome - decidiu abraçar a missão e o fardo que vem de brinde. Claro, a resistência de quem não apoia é inevitável e isso ficou demonstrado no último dia 31, quando da celebração da coroação da imagem de Nossa Senhora. Mas o que passou, passou. Não convém remoer mais, deixemos essa tarefa para os ruminantes.

A cada ano a comunidade conta com o apoio da Prefeitura do município na realização da festa. Ao longo de muitos anos esse apoio se dava pelo aluguel de palco, som e iluminação e a contratação de grupos musicais para o evento, especificamente para o dia 23, véspera de São João. À comunidade cabia organizar sua estrutura, cuidar da quermesse, leilão e a parte principal da festa: a celebração religiosa todas as noites: missas, adoração, procissão etc. 

Bom, mas a Prefeitura, ou melhor o prefeito, decidiu que queria resgatar o Maracajoão, e assim pretendeu. Só para relembrar, o Maracajoão foi um modelo de evento criado pela ADECOM na época em que o empresário César, da Maracajaú Diver, era presidente. A ideia era que o evento se tornasse grande e conhecido de modo que os governos fossem motivados a apoiar com verbas e que também atraísse visitantes e movimentasse a economia do lugar. 

É sabido que a primeira experiência do Maracajoão deu prejuízo, mas muitas pessoas não compreenderam e falaram demais. César, então, não quis mais participar. A Prefeitura de Maxaranguape, no entanto, aproveitando-se da ideia, todos os anos enviava seu projeto e conseguia verbas do Ministério do Turismo* para o Maracajoão.

Dado esse histórico, vamos à festa deste ano. Muita gente elogiou a estrutura montada: várias barraquinhas com toldas, tendas grandes, palco, iluminação e luz, além da colaboração sempre acertada  e de bom gosto de Claudio Designer. Para quem curte, também houve quem se entusiasmasse bastante pelos grupos contratados. As vibrações pela queima de fogos do encerramento da festa também ficaram bem evidentes.

Vamos à parte amarga da coisa: Provocado ou provocador (não sei, pois não estava lá), o fato é que (mais uma vez) o prefeito se envolveu em briga. Essa parece que é a segunda briga oficial dele. Uma outra teria ocorrido no carnaval. Em época de campanha deve ter feito um esforço excepcional para se segurar e receber sorrindo os ataques do seu adversário. É que a fama de brigão vem de longa data.

Além da briga com Domar, antes seu apoiador, claro que precisava estar em destaque e deixar bem claro quem estava bancando a festa. Queria um lugar de honra na barraca para si e seu grupo político e a determinação do horário de encerramento do leilão. O palco que queria não veio, mas deveria ter sido montado, mesmo que fechasse as duas vias da rua.

Não suficiente, o prefeito repete os erros dos seus precedentes e faz campanha pessoal nos eventos públicos. Ora, o dinheiro utilizado é dinheiro público, portanto, quem faz ou deixa de fazer alguma coisa é a Prefeitura, não o prefeito! A marca do fazer com o dinheiro público deve ser a impessoalidade. Não se trata mais de dinheiro vindo de empresa de turismo. É só pesquisar com a população para constatar que ninguém gosta da repetição exacerbada de trocentos nomes de assessores, vereadores, secretários...

Bem, feita essa análise, vale lembrar daquela máxima de que a gente aprende com os erros. Que os erros de hoje sirvam de aprendizado e que não se repitam. Que a comunidade católica de Maracajaú possa se reestruturar e se reorganizar e que a Prefeitura se ponha nos eixos e no seu devido lugar. Para encerrar esta reflexão, lanço duas passagens bíblicas que resumem o que pretendi dizer aqui:

"Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." Lucas 20, 25

"E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado." Mateus 23, 12

*Corrigido. Lia-se aqui Secretaria de Turismo.

domingo, 28 de maio de 2017

Intervenção militar, revolução, monarquia, anarquia... ou democracia?

Em qualquer lugar deste Brasil, um dos temas que encabeçam as discussões nas rodas de conversa é, sem dúvida, o momento político que vive a nação brasileira.

No mundo todo fala-se sobre Donald Trump, sobre o Papa, sobre a guerra na Síria e o Estado Islâmico, mas no Brasil passa-se  o dia inteiro acompanhando as notícias sobre corrupção. A consequência inevitável do estranhamento da sociedade brasileira a isso tudo é a instabilidade do modelo de governo atual. 

Enquanto se tratasse apenas de nomes políticos específicos, ou de um determinado partido ou grupo político, entenderia-se ser o problema uma questão local. Mas os fatos correntes já demonstraram não ser prerrogativa de políticos ou grupos isolados, de tal modo que todo o Sistema foi colocado em xeque. Há uma crise no sistema de governo brasileiro.

Tal é a situação política do Brasil, que não é exagero dizer que se contam nos dedos os políticos que não constam dos róis ou das planilhas de propina (uns talvez nem tiveram tempo). Assim, naturalmente, a sociedade usa de sua maleabilidade na busca por novas alternativas, sejam nomes novos na política, como apresentadores de TV e empresários; políticos ainda não envolvidos na corrupção; ou até mesmo a cogitação de que um juiz viesse a se tornar presidente do Brasil.

É claro que essas ideias representam uma esperança na manutenção do sistema democrático, em eleições diretas para todos os cargos políticos. Mas há quem não acredite mais na democracia. Nessa linha há os intervencionistas, os pró-monarquistas e, como sempre, os revolucionários comunistas.

Se a democracia suportar a crise, se superar a sinonímia com corrupção, certamente muita coisa interessante deve vir por aí. 2018, espera-se ser um ano de renovação nacional. Mas se a democracia ruir, qual bandeira será levantada? A bandeira do Brasil num quartel, sob honras militares? A bandeira da monarquia como resgate aos tempos áureos? Ou uma bandeira vermelha com uma foice e um martelo?

Pode-se considerar que a nação brasileira já experimentou "um pouco de tudo". Ao que parece, o sistema democrático tem-se demonstrado o de maior prejuízo ao Brasil. Claro que qualquer sistema é feito de pessoas e pessoas podem ser falhas, gananciosas e egoístas. Qualquer regime pode ter corrupção. Talvez o problema não seja tanto o sistema de governo mas a cultura brasileira do "jeitinho", do "arrumadinho", que cresce e vira "jeitão" e "arrumadão". Se cada brasileiro se considerar culpado da "corrupção" pelas suas "corrupcinhas" e fizer diferente, o Brasil mudará e andará... pra frente.


Alvaro Helton

Jovem, Acredita no amor - Emanoel Ferreira



Canção de Emanoel Ferreira, segunda colocada no 1° Festival de música católica de Maxaranguape. Um hino à juventude e uma exortação à vida em Cristo.

domingo, 15 de maio de 2016

O poder que o filósofo tem

www.ibappa.com.br
Ao analisarmos a história da civilização, nos deparamos com frequentes distúrbios político-sociais cuja motivação está centrada sempre num jogo de interesses. Em alguns casos, são interesses pessoais: os governantes tiranos, os ditadores, os absolutistas; noutros casos, o interesse parte de grupos sociais variados: os camponeses, os mercadores, os aristocratas etc. Podemos, para entender melhor, listar genericamente a sequência de passos para o estourar de uma revolução: 1° a ideia de contraponto é gestada; 2º a ideia é divulgada; 3º a ideia é massivamente abraçada; 4º só falta o acender do pavio, um mínimo ato que demonstre o passar do limite da autoridade, e a revolução está armada.

Mas, detalhando melhor os passos para o estourar de uma rebelião social, há de se considerar a figura do filósofo. Ele sempre está por trás dos maiores eventos de transformação na sociedade, em especial as trocas de regime de governo. Tem sido assim no decorrer da história. O filósofo quase sempre é uma figura que não se envolve diretamente no conflito, no entanto, usa da palavra oral ou escrita como arma e consegue movimentar multidões.

Platão contribuiu muitos séculos antes de Cristo com traços dos sistemas políticos atuais. Maquiavel, por sua vez, defendia o poder absoluto do governante. Tempos mais tarde, nomes como Montesquieu, Voltaire, Rousseau e Karl Marx teriam influência determinante no desenrolar de revoluções e mudança dos regimes de governo de diversas nações. 

Vemos a influência de Maquiavel nos tempos de monarquia; Rousseau na Revolução Francesa e Marx na Revolução Russa. Acrescenta-se ainda um filósofo que não consta do roll da filosofia pelos motivos mais diversos. Mas ninguém pode dizer que não tenha sido filósofo. Não só foi filósofo como, diferentemente da maioria, participou ativamente do processo de câmbio regimental e após ele, quando se torna seu líder absoluto. Estamos falando de Hitler, o líder nazista da Alemanha.

Hitler escreve seu livro Mein Kampf enquanto está preso e depois faz valer as ideias ali redigidas. É óbvio que havia muita gente de acordo com ele, tanto que ele consegue chegar ao cume do poder. Não bastante, o livro se torna material obrigatório nas escolas alemãs.  Até sua morte, a filosofia de Hitler era o manual do governo alemão.

No panorama político atual do Brasil a figura de um filósofo também foi fundamental para a revolução pacífica responsável pelo afastamento da presidente Dilma Roussef, falo de Olavo de Carvalho. Este foi em tempos juvenis adepto dos ideais revolucionários inspirados na filosofia de Karl Marx, postos em prática na União Soviética e cuja bandeira mais emblemática havia se tornado a face de Che Guevara em preto e branco. Como alguém que conheceu de dentro o sistema, a ideologia e as estratégias, ao desiludir-se tornou-se o principal "desmascarador" da seita. Embora morando nos Estados Unidos, foi de lá que disseminou uma infinidade de artigos e vídeos que escancararam o projeto do Partido dos Trabalhadores para perpetuar-se no poder. Pouco a pouco movimentos foram se formando na sociedade os quais organizaram as manifestações pacíficas de rua que pressionaram o Congresso ao Impeachment.

Mas alguém pode criticar: "Como dar crédito a um senhor desbocado que fuma sem parar e nem sequer mora no Brasil e que só cursou até a 4ª série?" Simples, ele falava a verdade!

A partir dos seus textos, uma frente formadora de opinião implacável se formou e as pessoas se deram conta da manipulação petista. Claro, entusiastas sempre existirão, até porque os grêmios estudantis e sindicatos conservam e devem conservar ainda por muito tempo aquele ar revolucionário brigão, inimigo das elites, nada amigável. A face de Che Guevara ou a cor vermelha ainda será para muitos jovens aquele status de bandeira da luta. Essa classe, aliás, tem a sua importância e - no fundo -  não têm culpa exclusiva por sua opção. É o grupo necessário para não deixar cair no tédio a democracia brasileira, mas - penso eu - deve permanecer no lado da oposição.

domingo, 24 de abril de 2016

A revolução de Jesus

Devemos ter ouvido ou lido por aí alguém dizer que Jesus foi um revolucionário em sua época. De fato! Se consideramos revolução como um processo de questionamento da situação vigente e ação em prol de mudanças nesse sentido. Sim, Jesus foi revolucionário, com certeza.

O processo revolucionário de Jesus, entretanto, não se alinha com nenhum outro da história da civilização. A revolução de Jesus aconteceu no campo das ideias, dentro do contexto social e político vigente. Noutro plano, a revolução cristã perpassa tempo e lugar; não se preocupa em instaurar tal sistema político mas em dar um tempero de sobriedade, harmonia e justiça no plano das atitudes humanas. A revolução proposta por Jesus Cristo visa humanizar ou preservar a humanidade numa sociedade que tende a se desfigurar naturalmente. 

Em um mundo em que os avanços da ciência e da tecnologia cada vez mais impelem as pessoas a uma autossuficiência; o dinheiro e o poder, em muitos casos, ensoberbecem o homem, que já não tem mais necessidade de Deus; a multiplicidade de teorias, filosofias e vertentes ideológicas e religiosas do mundo contemporâneo, tudo isso colabora para que muitas pessoas acabem se protegendo no ceticismo. É difícil ter uma definição clara do que seja o certo, quem está com a razão. Sendo assim, ficar de fora de tudo isso parece ser o caminho mais sensato. É o argumento usado massivamente para que muitos repilam as ideias cristãs.

Mas Jesus falou coisas tão acertadas e fez previsões tão precisas que seus textos continuam sendo o norte para aqueles que tomaram para si suas exortações. É certo que os contestadores da doutrina cristã veem na leitura e na prática dos preceitos evangélicos um conservadorismo doentio, uma espécie de atitude anti-progressista e até anti-natural. Seria necessário, segundo essa vertente ideológica, abster-se de tais práticas, queimar o livro, enterrá-lo e libertar-se definitivamente. Só assim seria possível - extirpado qualquer conceito de pecado - ver o mundo com outros olhos.

Ora, do ponto de vista contrário, seria exatamente essa atitude, se adotada por toda a humanidade, o ponto gerador de um desgoverno total. Em outras palavras, seria como tirar o leme da embarcação e deixá-la vagar livremente ao sabor dos ventos e da correnteza. 

O Novo Testamento da Bíblia Sagrada é, sem dúvidas, o manual que aponta o caminho para a humanidade, como uma rodovia federal: uma BR. É o caminho estreito que nem todos querem seguir. É que para seguir na BR é preciso estar com a documentação em dia, é preciso usar o cinto de segurança, ser habilitado, respeitar os limites de velocidade. Essas exigências de uma rodovia requerem um esforço do condutor a estar em dia com a legislação, do contrário, pode dirigir amedrontado com a possibilidade de uma blitz. Exigências um tanto incômodas que levam muitos a trafegar por vias alternativas, fora da rodovia, em estradas de barro ou de terra para desviar-se da fiscalização.

No campo espiritual, o Evangelho é a rodovia na qual os cristãos trafegam. Precisam fazer constantes revisões e estar em dia com a documentação e respeitar a legislação. O medo de uma blitz na BR pode ser comparado aqui a ser surpreendido no erro, ou seja, saber-se merecedor de adversidades pela culpa do erro praticado. 

Por isso, revolução de Jesus, desde a sua passagem pela Terra, continua em curso. Paradoxalmente, não é uma revolução que preocupe-se tanto se o regime político é monárquico, liberal ou socialista, mas se os preceitos que deixou estão sendo seguidos dentro do sistema em voga. Não seria equivocado dizer que Jesus instituiu uma revolução conservadora.

domingo, 10 de abril de 2016

NOVO VERBO:"IMPITMAR"
imagem: alerta24h.com.br
Paulatinamente, como reza o provérbio "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" o povo brasileiro desperta de um sono induzido pela temporada dos socialistas no poder. O período empoderou os ideais da esquerda e reacendeu a esperança do sonho antigo de construir uma rede socialista em oposição ao polo capitalista.

Ora, os debates políticos atuais quase sempre discutem dois tipos de cidadãos, estes com as mais diversas nomenclaturas possíveis e, é claro, são água e óleo, não se unem em hipótese alguma. De um lado os reacionários, fascistas, conservadores, capitalistas, brancos opressores, burgueses, coxinhas; e de outro os comunistas, esquerdopatas, bolivarianos, marxistas, gramscianos etc. Tal é a tensão política do momento que nem os neutros escapam dessas classificações. Se alguém preconiza o social, pode ser taxado de comunista, por outro lado, se alguém critica o socialismo pode ser visto como coxinha ou coisa do tipo, aliás, ainda estou por descobrir de onde veio essa expressão: "coxinha".

Mas, saindo um pouco da névoa de poeira de toda essa briga, o que se pode analisar da situação do Brasil? Ora, os simpatizantes do marxismo-leninismo sempre acharam empolgante a conduta rebelde de oposição a qualquer sistema estabelecido que não seguisse a cartilha socialista. A revolução sempre foi a bandeira principal do movimento. Se analisarmos atentamente a história do nosso país perceberemos que sempre existiu um grupo de insatisfeitos a peitar o governo. Essa foi, aliás, a razão pela qual muitos deles foram tratados como terroristas e que levou a atitudes extremas por parte do poder estabelecido nos golpes de estado. A caça aos "terroristas" no Brasil foi quase como uma caça às bruxas na Europa.

Um ponto forte de influência para motivar as investidas revolucionárias no Brasil era justamente a revolução cubana, que havia obtido êxito por meio de Fidel Castro e Che Guevara em 1959. Os comunistas tinham o objetivo de realizar aqui no Brasil o mesmo que em Cuba, mas, quando essa possibilidade foi se tornando difícil e foram estabelecidas eleições diretas, os socialistas passaram a concorrer às eleições. A subida de Lula ao cargo máximo do executivo foi, em parte, uma vitória de todos os simpatizantes da esquerda, mesmo de outros partidos. 

Mas aquela concepção de economia e ideal de controle dos meios de produção não pôde ser concretizada como almejavam os socialistas. Desde então, alguns grupos de esquerda voltaram-se contra o governo do PT por não pôr em prática aquilo que era dever como socialista. As primeiras manifestações ocorreram a partir de 2013. Já os grupos de direita e outros cidadãos sem bandeira política definida voltaram-se contra o partido por causa da estratégia a longo prazo para mudar drasticamente a estrutura de poder no Brasil, o que seria, num estágio final, assemelhar-se à República de Cuba, gerida por um único partido e administrada por apenas dois irmãos desde 1961. A operação Lava Jato trouxe à tona as tramas do partido feitas na surdina.

A estratégia desenvolvida pelo PT vai muito além do que se possa analisar sobre a gestão da presidenta Dilma. Essa é a principal razão de todo o rebuliço para o impeachment. Mas o PT alega que se trata de um golpe sem, no entanto, admitir que o verdadeiro golpe vem sendo dado pelo partido ao longo de 13 anos de gestão com a máquina pública sendo utilizada largamente para atender ao seu projeto de poder perpétuo. Isso fica mais evidente com toda a movimentação de defesa do governo atual por meio de passeatas e as declarações sobre suposta defesa da democracia, alguns até se referindo à luta e citando novamente o termo "revolução". Essa postura deixa muito claro que, embora o partido tenha chegado ao poder por meio de eleições, parece não estar disposto a deixá-lo de modo algum. Se não houve revolução para chegar ao poder haveria para não sair.

Assim, a comissão do impeachment forçosamente analisa um pedido baseado em crimes que foram maquiados no papel enquanto o que acontece fora do pedido formal é muito mais grave. A saída da presidenta, ou a sua "impitmação", neste momento é a maior manifestação de justiça que pode acontecer no Brasil.

domingo, 27 de março de 2016

RENOVAÇÃO 



Parece inevitável que de tempos em tempos o mundo careça de renovação para regenerar a humanidade, cada vez mais desenvolvida externamente e menos evoluída interiormente.

A primeira renovação se deu com o Dilúvio. A segunda, com o fogo do céu que caiu sobre as cidades de Sodoma e Gomorra. Uma terceira renovação se deu com a páscoa hebraica. Nova e importante renovação se dá com Jesus Cristo, em especial com a nova páscoa que é celebrada naquela longínqua quinta-feira, véspera de sua paixão. 

Mas esses não foram os únicos momentos de renovação, de recomeço, de nova aliança de Deus com o seu povo. Houve vários momentos em que alianças foram feitas, mas dois momentos em especial ficaram marcados na história da fé: a aliança feita por meio de Moisés e a entrega das tábuas da Lei - primeira aliança; e o pacto feito por Jesus na última ceia antes de sua morte - segunda aliança.

Em cada um desses momentos a preocupação de Deus, o Pai, era que seu povo tomasse consciência de seu amor e recomeçasse. Esquecesse os erros do passado e fizesse diferente a partir de então. Mas em todos os episódios certos pontos em comum se repetem. Por um pouco de tempo o povo permanece fiel e experimenta a prosperidade motivada pelas bênçãos de Deus, mas logo em seguida cai novamente.

Não podemos imaginar que os pactos de Deus se encerraram nos escritos bíblicos. Na verdade, embora se diga Nova e Eterna Aliança, isso não significa que Deus não pudesse fazer novos pactos dentro do pacto eterno. A aliança feita por meio de Jesus Cristo permanece para sempre, outras intervenções, no entanto, até a consumação dos séculos, deverão continuar acontecendo.

Um exemplo disso é o aparecimento de Jesus a Santa Faustina em meados da segunda guerra mundial. Faustina Kowalska era uma jovem sedenta de santidade. Sua profunda fé e piedade para com Jesus Cristo lhe concederam a graça de experimentar dons extraordinários: Ela teve a graça de contemplar a face do seu Senhor, de ouvi-lo intimamente e de receber uma missão pessoal: tornar-se arauto de uma nova espiritualidade totalmente voltada a manifestar o amor  e a misericórdia de Deus para o mundo. Tal foi sua missão que, numa das mensagens, o Divino Mestre lhe confidencia ser aquela manifestação de sua misericórdia a última tábua de salvação para a humanidade. Com esta afirmação o Senhor dá a entender que não pode ir além dali. Se a própria misericórdia não for acolhida pelos homens, que mais se poderá fazer?

Fazendo uma análise resumida, temos alianças de Deus através de Noé, Abraão, Moisés, Jesus, Santa Faustina... Além disto, temos uma profecia sobre o retorno de Cristo em Mateus 24, 29 que é ratificada e detalhada a Santa Faustina:

Escreve isto: Antes de vir como justo juiz, venho como Rei da Misericórdia. Antes de vir o dia da justiça, nos céus será dado aos homens este sinal: apagar-se-á toda a luz do céu e haverá uma grande escuridão sobre a terra. Então aparecerá o Sinal-da-Cruz no céu, e dos orifícios onde foram pregadas as mão e os pés do Salvador sairão grandes luzes, que, por algum tempo, iluminarão a Terra. Isso acontecerá pouco tempo antes do último dia (D.83)

Esta mensagem nos faz recordar de uma profecia de Jesus, ainda não cumprida, e que indica exatamente uma nova renovação da humanidade. As interpretações, entretanto, são as mais diversas. De fato Jesus retornará e o mundo se acabará, os justos irão para a glória e os pecadores para o inferno definitivamente? Os justos serão arrebatados literalmente, ou seja, subirão ao céu em corpo físico tal qual o profeta Elias? Ou Jesus indica apenas que chegará um tempo em que a perversidade e orgulho do homem naturalmente o destruirá? Chegado o momento, Ele viria apenas pegar o que é seu, quer dizer os justos sobreviventes? Eu mesmo não me atrevo a dizer como será, prefiro apenas acreditar que a sua volta ocorrerá e, como ele disse, será de forma extraordinária, todos tomarão conhecimento de tamanho acontecimento.

O que pretendo refletir aqui é se não poderia ocorrer uma renovação da humanidade antes do retorno de Cristo. Infelizmente tais acontecimentos envolvem sempre tramas políticas, desejo de poder. As duas grandes guerras foram momentos assim: milhões de vidas foram ceifadas. No girar do planeta os rumores de guerra são sempre constantes. De um lado e de outro haverá sempre alguém se dizendo defender sua nação e fazer justiça, mas baseado em qual referência? 

O mundo vive sob ameaças de atentados do Estado Islâmico; a Coréia do Norte revive uma guerra fria com os Estados Unidos, em exato momento em que a Ilha cubana reabre suas portas para o mundo; o Brasil revive uma tensão motivada pela presunção da esquerda de que detém o conhecimento sobre a melhor forma de administrar uma nação. Essas são só algumas das faíscas que poderiam desencadear uma reação em cadeia no mundo e motivar novo conflito. Conforme arquitetado há alguns anos, agora também temos notícia de discursos de líderes de nações latinas se dizendo em favor da democracia brasileira e contra supostos golpes. O recado é muito claro: estar contra um golpe no Brasil significa intervir na nossa nação, algo nunca necessitado antes.

Esperamos que sejam só rumores e que ainda não seja o fim. Mas do jeito que as coisas caminham, com tamanha inversão de valores, em que bandidos devem ser defendidos e soltos e juízes presos, não se pode esperar nada de bom pela frente. Por isso, nunca é demais dizer: "Jesus, tende piedade de nós e do mundo inteiro!"

domingo, 20 de março de 2016

FESTA DA MISERICÓRDIA EM MARACAJAÚ

O grupo de oração Unidos Pela Misericórdia, de Maracajaú - RN, deve realizar este ano um grande evento em honra à Misericórdia Divina. A Festa já é celebrada tradicionalmente desde o ano de 2010. 

A partir da escolha do nome "Unidos Pela Misericórdia", em 2009, o grupo assumiu o compromisso de celebrar o evento, em obediência ao pedido que Jesus fez à Santa Faustina (D.49). Desde então, a solenidade cresce a cada ano. Desta vez, a expectativa é que o evento reúna diversas comunidades da paróquia e que haja a celebração da santa missa, conforme preza a orientação descrita no Diário de Santa Faustina. Deve haver ainda show católico na praça após a celebração litúrgica.

A Festa da Misericórdia foi um dos pedidos que Jesus fez pessoalmente a Santa Faustina entre as décadas de 1930-1940, uma época de turbulência mundial. Esses relatos são descritos no "Diário de Santa Faustina" - texto reconhecido pela Igreja. O desejo de Jesus é que o mundo tome consciência do seu grande amor e que volte para Deus enquanto ainda é tempo. Conforme Ele mesmo diz: A misericórdia é a última tábua de salvação para a humanidade. (Diário)

Há neste ano um motivo ainda mais especial para a celebração: estamos vivenciando o Ano Santo da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco. Se levarmos em conta um dos pedidos do Senhor descrito na Bíblia Sagrada: "felizes os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia" entenderemos por que a misericórdia é uma das maiores virtudes que o ser humano pode ter. Se não tivermos misericórdia, não alcançaremos misericórdia, isto significa dizer que se recebe na medida do que se dá, ou seja, ao mesmo tempo em que a mensagem bíblica exorta às práticas de misericórdia, também mostra o caminho da justiça. A misericórdia e a justiça caminham lado a lado, não sendo, a esse ver, contrapontos, mas causa e consequência. O misericordioso será julgado conforme a misericórdia, ou seja, "com a mesma medida que medirdes sereis medidos e com a mesma medida que julgardes sereis julgados" (Mt 7, 2)


A Festa da Misericórdia é celebrada no primeiro domingo depois da Páscoa, que neste ano cai no dia 3 de abril. Desde já fica o convite! 

domingo, 13 de março de 2016

UMA DIALÉTICA SOBRE MARXISMO E CRISTIANISMO
Karl Marx uitgelegd in 8 bits. | Communistisch Platform

-- Não entendo por que tanto se fala sobre marxismo por aí como se fosse algo ruim...!

-- Para início de conversa, eu tenho fé! E a fé  "é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem." Hebreus 11,1. Você não tem fé, por isso mesmo nunca entenderá. E quando digo que você não tem fé, refiro-me a fé em Deus mesmo, um Deus único. Para ser mais exato: o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. 

No fundo, todo ser humano tem fé em alguma coisa. Você, por exemplo, tem fé que a teoria de Darwin é incontestável e que Karl Marx abriu os olhos da humanidade com a sua historinha sobre o capital. Ora, o problema é que, sem conhecer as razões que motivam a minha fé, você se julga iluminado pela fé que tem em tais coisas, nas coisas em que você acredita. Julga que ter fé em Deus é acreditar em mitos ou ser ignorante. No mínimo estaríamos no mesmo patamar: eu com minha fé numa compilação de 47 livros, escritos por diversas pessoas ao longo de séculos e que, no cume da aliança de Deus com toda a humanidade, manifesta sua misericórdia e nos ensina a fórmula do amor e o caminho para viver em harmonia sobre a terra... você com sua crença no materialismo de Marx, nascido em 1818, através das ideias publicadas no Manifesto Comunista e em O Capital.

-- Mas Karl Marx foi uma grande referência para a economia e para a sociedade em geral, pois ele mostra que o sistema capitalista é opressor, que privilegia somente os mais ricos...

--Meu amigo, desde muito tempo existem ricos e pobres e sempre existirão. Marx apenas fez uma reflexão sobre uma forma de ver as coisas. Vou lhe dar um exemplo: Uma pessoa quando tem um inimigo não vê nada de positivo neste. Por mais que o inimigo faça coisas corretas e positivas o outro sempre verá um defeito, porque o ângulo pelo qual observa o outro é pelo ângulo do desafeto. O seu ódio e orgulho não lhe permitem ver coisa boa no outro.

-- Mas o que isso tem a ver com as teorias de Marx?

--Tem tudo a ver. Ele redigiu um texto reunindo argumentos e escolhendo palavras para levar seus leitores a se convencerem de que estavam diante de uma verdade nova. Ele redigiu do seu ponto de vista, filosofou, teorizou, não significa que seu texto é uma verdade incontestável. Não sei se você percebeu, mas uma publicação tem sempre um grande valor. Qualquer que seja a teoria, sempre existirão pessoas para acreditar e executar as práticas daquele autor. Veja por exemplo o Corão, de Maomé; o Livro de Mórmon; as profecias adventistas de Ellen Gold White. Dentre os autores céticos ou ateus ocorre o mesmo fenômeno: sempre existirão pessoas para elevar o texto à categoria de doutrina e cultuá-lo como escrito canônico.

-- Mas tudo que ele falou faz sentido!

-- Não duvido que muito do que o Karl tenha escrito faça sentido, mas há muita coisa que não o faz também. Veja, as teorias de Marx levam a se olhar o mundo sempre sob a ótica do material, ou melhor do capital. Para ele, tudo gira em torno disto. Ele desconsidera que há pessoas que nascem em realidades simples e outras que já nascem em realidades abastadas e que nem por isso se deve olhar para o humilde como coitado e o rico como opressor. A sua análise assanha a revolta no coração de pessoas que não estão incomodadas em ver pessoas em melhor condição. Na sociedade atual vemos ricos decaírem e pobres enriquecerem pelas vias mais diversas possíveis.

Marx desenhou um olhar conspiratório dos ricos contra os pobres e também apontou uma visão negativa da Igreja. Uma visão mais honesta levaria em consideração a colaboração da Igreja para a sociedade, mas ele quis ver somente o que lhe interessava. Uma visão ainda mais honesta consideraria que há entre os abastados muita gente de boa vontade, que não têm culpa de ter nascido em berço de ouro.

-- Mas a ideia de Karl Marx é que haja igualdade e que não se tenha grandes proprietários de terra, que tudo seja de todos, que não existam governos opressores...

-- A ideia dele parece muito linda e encantadora não fosse por alguns detalhes. Marx focou no MATERIAL e pregou a revolução para instalar o regime ideal de governo. No paraíso sonhado não deveria haver ricos, governo nem religião... ao compararmos as ideias de Marx com as de Cristo (ei sei que é uma comparação estranha) é que se nota porque o paraíso de Marx é absolutamente impossível de ser alcançado.

Cristo criticou a opressão dos poderosos aproximadamente 1800 anos antes de Karl Marx, mas não orientou investidas ou revolução armada para derrubá-los do poder. No seu grupo inicial de discípulos havia pessoas de camadas sociais diversas. Cristo focou no ESPIRITUAL. Para ele, a transformação da sociedade deveria ocorrer por meio da ciência da verdade. Cada ser humano, consciente da verdade, deveria transformar o mundo à sua volta, isso servia tanto para ricos como para pobres. A sua predileção pelos pobres era sempre enfatizada nas suas pregações, mas não despertava ódio nos seus corações, ensinava-os a serem "mansos e humildes". A esperança na vida eterna era a razão pela qual não valia à pena viver em conflito direto com as autoridades pretendendo melhor condição material. A atitude diferente e inesperada do cristão  e os efeitos práticos de sua doutrina poderiam tocar o coração até mesmo das autoridades.

-- Então você não acha que o proletariado deve se unir e lutar contra a opressão burguesa?


-- Segundo a ótica cristã (...) não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Efésios 6,12. Isso significa dizer que, muito mais do que possamos fazer de forma prática, deve-se fazer na ordem espiritual, porque há uma guerra invisível que acontece numa dimensão paralela à nossa. Mas, se você sustenta um preconceito sobre a fé cristã, é claro que essas palavras soam estranhas. Não à toa o marxismo ou as teorias socialistas pautadas no ideal comunista são tidas como uma verdadeira seita, a seita da recusa da fé no sobrenatural em vistas ao material. 

As intenções de Marx eram as melhores possíveis...

No campo prático, a União Soviética foi cruel e não justa; onde o ideal comunista tentou vencer o sistema capitalista houve repressão, divisão, guerras, mortes... a incoerência maior se tem notado no fato de que os líderes comunistas acabaram por se misturar à elite há tanto combatida e a ideia de igualdade não vingou. Em contrapartida, vimos nascerem ditaduras e repressão das expressões religiosas, repressão das liberdades individuais e isolamento de nações. É nessa hora que se deve refletir: afinal, o que é pior?

Alvaro Helton
13/03/2016

domingo, 6 de março de 2016

Sobre a corrupção, o PT e Bolsonaro

Jair Messias Bolsonaro, Deputado Federal

A nação brasileira passa por um momento trágico que certamente ficará registrado para a posteridade como uma de suas piores fases. Os principais personagens dessa história são aqueles que pintavam um mundo colorido e apresentavam-se como defensores dos pobres e oprimidos.

Nunca na história desse país se teve notícia de tanto dinheiro roubado, violência assustadora, deturpação de valores morais, desemprego e divulgação de tanta mentira.  O caos aumenta a cada dia, e até mesmo entre os aliados, grandes e pequenos, o deserto é geral. Já deu o que tinha de dar o governo da Sra. Dilma Roussef, que prometia ser uma extensão do governo Lula.

Certa vez parei para refletir sobre os bilhões... Tantos bilhões desviados para aqui, para ali, para acolá. Uma propinazinha básica aqui e ali.... Dei-me conta de que o nosso grau de indignação ainda é muito baixo. Sabe por quê? Porque ainda tivemos tempo para festejos de carnaval sem parar para pensar no que aqueles desvios de bilhões, propinas e mensalões geram no nosso povo, na nossa nação. Parece que se para nós está bom, que importa o resto? Não importa, por exemplo, se o defensor dos pobres está explorando e matando os pobres. Importa que ele prega que defende o pobre, então acredito nisso, mesmo que meus olhos me mostrem o contrário!

Talvez pouca gente parou para refletir que aqueles bilhões desviados mataram muitos de nossos irmãos nos hospitais, por falta de recursos; bilhões desviados deixaram de consertar estradas, acidentes e mortes aconteceram nessas estradas por causa de seu estado precário; bilhões deixaram de ser investidos na educação; bilhões deixaram de ser investidos na polícia, policiais foram mortos por falta de estrutura; bilhões... bilhões... nossos bilhões!

Diante de tanto descaso e incompetência, de tanto mi-mi-mi – como se tem dito – nada mais natural que uma parcela do povo procure “um super-homem que faça mudança imediata, pois nem mesmo a polícia pode destruir certas manobras organizadas” (Edson Gomes). Na busca pelo super-homem, muitos veem na pessoa do deputado Jair Bolsonaro uma esperança. Quando o seu nome é lançado em pesquisas que analisam o panorama político para futuras eleições presidenciais, ele apresenta gradativo crescimento.

Não podemos deixar de refletir sobre os dois lados da moeda: ora, Bolsonaro vem de uma cultura militar conservadora, que acredita que é preciso ser rigoroso com os fora-da-lei e que a família é um valor que deve ser cultivado. O seu rigor, no entanto, incomoda quem antevê uma eventual volta aos tempos de 1964-1985. Eu até acredito que a popularidade do deputado se deva justamente a uma atitude de grito da população. No fundo, não é tanto que se queira um sistema rígido como Coréia do Norte ou Indonésia, mas a mensagem que fica no ar é evidente: cansamos de blá-blá-blá da esquerda, e, se as coisas continuarem do jeito que estão, votaremos no Bolsonaro e podem nos chamar de fascistas!

A preocupação com a rápida ascensão política de Bolsonaro se nota até mesmo entre os conservadores, quando se dizia não comemorar a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor (Bolsonaro soltou pistolas em Curitiba).

Diga-se ainda sobre os simpatizantes de Bolsonaro que eles não parecem temer um governo rígido. Seria o tipo de postura condizente com o ditado: “quem não deve não teme”.  Contudo, creio, o meio-termo ainda seria o ideal. Se não houver, dificilmente a nação arriscará permanecer no mesmo extremo em que se encontra.